A entrada agressiva da Venezuela no debate das Nações Unidas

Apresentação do DPO da Venezuela.
Foto tirada por Beatriz Fuzii.

A delegação da Venezuela iniciou o documento de posição oficial (DPO) de modo inusitado. Apresentou que a influência da FARC, organização terrorista colombiana, em seu país não só incentiva o narcotráfico, como também gera um crescente aumento do envolvimento criminal dos jovens venezuelanos. Alegou, também, total cooperação com as outras nações para erradicar o terrorismo. Essa afirmação foi só uma de várias que incitaram outras delegações.
Durante um momento de emoção, os delegados apresentaram discursos que atacavam outras delegações, tendo em vista conflitos históricos, e a Venezuela não foi exceção. Apesar de ser economicamente dependente dos Estados Unidos da América, uma vez que o mesmo é um importante comprador do petróleo venezuelano, declarou que os norte-americanos estão utilizando a guerra contra o terrorismo como desculpa para expandir seu domínio bélico internacional. Além disso, acrescentou seu descontentamento com o posicionamento considerado imperialista dos EUA frente à América Latina.

Quando questionada durante o debate não moderado, a delegação alegou que pretende manter esse discurso agressivo, tendo em vista o direcionamento ideológico do presidente Nicolas Maduro. Os representantes dos Estados Unidos tentaram uma aproximação com os representantes latinos, reconhecendo que o plano americano de atingir o Estado Islâmico por bombardeio às empresas orientais de petróleo afetaria também a Venezuela. Essa tentativa foi, no entanto, desconsiderada pelos venezuelanos, uma vez que isso seria uma “utopia”, segundo os mesmos. 

Escrito por Renata Simões.