Durante
o desenvolvimento do debate da ONU, várias vezes ouviu-se dos coordenadores da
mesa que todos deveriam afastar-se da mesa de comidas. Tanto os delegados, quanto
os membros da imprensa, e tanto nos momentos de debate moderado quanto no não
moderado, atacavam a mesa de salgados, doces e bebidas.
Mesa
de alimentos vazia.
Foto por Laura Reis.
Por
volta de nove horas a mesa se encontra quase vazia, por conta dos ataques a
ela. Quando questionado sobre o assunto, o professor Leandro Torelli declara: “Eu
acho que os delegados mais parecem gafanhotos do que seres humanos. Devoraram
aquela mesa em alguns segundos. Isso demonstra que os debates foram intensos.
Por conta disso, as pessoas estavam muito ansiosas e estavam muito aflitas.
Logo que liberou a comida, foi uma forma de liberar suas frustrações, consumindo
o máximo de calorias possível e num curto espaço de tempo.”.
A
redatora Vitória Sanches pergunta se ele consegue relacionar esse acontecimento
com um evento histórico e o professor declara: “Acho que isso parece com as
invasões bárbaras aos romanos, principalmente, o ataque dos vândalos que
destruíram tudo que existia em torno. Os delegados fizeram uma reconstituição
histórica da entrada dos vândalos e dos hérulos nas cidades romanas durante as
invasões bárbaras.
Após
isso, o fotógrafo Vinícius Reinert perguntou se dentre os gafanhotos, quem
seria o louva deus, para o que o professor respondeu: “Aquele que comeu a
própria cabeça? Foi obviamente o delegado Godinho da Arábia Saudita, ele é um
devorador de comida. É uma coisa impressionante. Aquilo que ele faz na sala de
aula de comer o tempo todo, ele fez também ali no lanche, comeu o tempo todo.”
Delegado
Godinho da Arábia Saudita.
Foto
por Vinicius Reinert.
O
fotógrafo perguntou, então, o que poderia ser feito quanto a isso. E o
professor Leandro respondeu: “Fazer a cirurgia e retirar a solitária que ele
tem dentro da barriga, isso ajudaria muito.”
E
assim foi oficialmente declarado o óbito da mesa de comidas da ONU Vital de
2016.
Escrito
por Ana Machado, Vitória Sanches e Vinicius Reinert.

