Estados Unidos rebate Nigéria: o foco é acabar com o Estado Islâmico, depois falaremos do Boko Haram


Em discurso na ONU Vital, Estados Unidos reforçam a ideia de ataque a Estado Islâmico.

Foto tirada por Aline Hamada.

A Nigéria encontra-se em posição decisiva na ONU e assume um espaço assertivo em relação aos Estados Unidos. Em discurso, a delegação delineou linhas de raciocínio integrativas entre os países, afirmando necessitar de reforços econômicos e políticos. Ademais, afirma que as nações deveriam "ajudar os Estados mais necessitados" em vez de "discutir assuntos que levem a um conflito diplomático", alegando “viver em situação lamentável”.

Ao centro, representante da Nigéria debate com a delegação dos E.U.A.
Foto tirada por Aline Hamada.

            Os Estados Unidos, em contrapartida, não aparentam estar interessados em um acordo para solucionar os problemas ligados ao terrorismo na África. Ressaltaram a importância do combate apenas ao Estado Islâmico e destacaram o Boko Haram como forças pontuais nessa guerra do terror, embora não estejam concentrando esforços em prol dessa intervenção nas atuais circunstâncias.
            Agora, os representantes do país africano, que abriga mais de quinhentas etnias em seu território, articulam alianças com a Argélia para a fortificação de fronteiras e até mesmo uma integração comercial, uma vez que não mais consideram o apoio norte-americano. Nesse acordo, está sendo incluído o apoio da China e da Rússia enquanto potências para diminuir o poder do ISIS, ressaltando a ideia de intervenções físicas. Tal acordo já encaminha os respectivos documentos para sua efetivação, e tudo indica que a integração será firmada entre os países.

Escrito por Giovanna Tosetti.