Solução bombástica

           Ao decorrer do debate, a China acabou se retirando do acordo realizado entre os Estados Unidos, França, Rússia, Turquia, Irã e Arábia Saudita e acabou se unindo à Alemanha com o intuito de tomar medidas mais pacíficas para solucionar o problema apresentado. Após esse pronunciamento, ambas as delegações passaram a discutir se o bombardeamento proposto pelos Estados Unidos é uma medida efetiva, uma vez que a Organização das Nações Unidas visa ações que não repercutem em outras guerras.
            Apesar das críticas recebidas pelas delegações, os Estados Unidos mantém sua posição nesse projeto, alegando que é a maneira mais eficaz para solucionar o problema no Estado Islâmico, pois é difícil de controlar a rota de comércio do petróleo do país. Além disso, caso haja de fato o bombardeamento, não se sabe como será utilizado o petróleo desta área.




(Ação efetiva da China. Foto tirada por Vitoria Hashimoto)

            “A gente continua afirmando que não tem como pacificar o Estado Islâmico a partir do momento que não é possível ter diálogo com ele. Continuamos, sim, com essa ideia de cortar a fonte financeira que possibilita a continuação dos ataques.” afirmou a delegada dos Estados Unidos, Maria Clara Ramos Machado.
(Delegação dos Estados Unidos. Foto: Vitoria Hashimoto)

(Delegação dos Estados Unidos. Foto: Vitoria Hashimoto)

            Após questionarmos sobre o fato de que o objetivo do evento é manter a paz entre as nações e evitar possíveis guerras, a delegada Laís Rodrigues, representante dos Estados Unidos, afirmou: “Devemos procurar manter a paz baseada em dar exemplo. Se a gente continuar simplesmente tentando resolver os problemas só com boicotes, entre outros, ele vai continuar persistindo, porque, de um jeito ou de outro, o Estado Islâmico vai achar outros compradores, vai achar outras pessoas querendo vender petróleo e ganhar dinheiro, então precisa de uma ação mais firme para garantir que, no futuro, não ocorram mais mortes do que já estão acontecendo agora.”.
            Ao fazer a mesma pergunta para o delegado Guilherme Lopes, ele respondeu: “O objetivo é manter a paz entre as nações. No caso, o Estado Islâmico não é reconhecido como uma nação. No momento, nós estamos tratando de uma declaração de guerra do Estado Islâmico, então não estamos mais sobre a jurisdição dos Direitos Humanos, mas sim pela jurisdição do Tratado de Genebra. Agora, estamos entrando em uma questão de fim de guerra, por isso o cuidado para evitar tantas mortes de civis, tanto nas áreas residenciais quanto nas refinarias de petróleo. O único grupo que tem interesse na refinaria de petróleo seria a própria tropa do Estado Islâmico, que tem como objetivo defender possíveis ataques terrestres.”.
            Segundo o delegado, o acordo vigente que está sendo discutido no momento, o Documento de Trabalho, deverá ser assinado por todos. Antes de conduzir operações militares na área do Estado Islâmico, o mesmo deveria passar por uma votação unanime. Assim seria liberado o bombardeamento em certas áreas. Caso haja o descumprimento do acordo, por exemplo, bombardear as bases do presidente sírio Bashar Hafez Al-Assad, o país responsável sofrerá com ações pesadas na taxa de importação. Consequentemente, a arrecadação feita a partir dessa diferença de preço será usada para a construção de fundo monetário afim de ajudar os refugiados e reconstruir o parque industrial petrolífero da Síria. Até o momento, os países de acordo são a Alemanha, Arábia Saudita, Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França, além de, possivelmente, contar com a Turquia e a Argélia.

Escrito por Julia Polim e Vitoria Hashimoto.