No
início do evento, a Arábia Saudita não deseja dividir informações sobre suas futuras
ações, relacionadas ao debate. Porém, declara ser contra qualquer tipo de
terrorismo ilegal e não tem nenhuma relação com o Estado Islâmico e seus
ataques. Também sofre as ações brutais do grupo, como pode ser visto em 4 de
julho de 2016, no penúltimo dia do Ramadã. O país sofreu três ataques
terroristas no mesmo dia, na cidade sagrada de Medina, em alguns monumentos
extremamente importantes ao islamismo, supostamente para atingir o consulado
norte americano, o que provocou a morte de alguns policiais.
Quando
chegou o momento de o país dar seu depoimento de posição, um dos representantes
do país, Victor Cardinali, subiu ao púlpito e declarou que sua delegação se
considera um alvo de acusações falsas sobre o incentivo que a Arábia Saudita,
supostamente, dá às ações de grupos terroristas islâmicos. O delegado também
anunciou ser contra o estado ditador da Síria e está disposto a formar acordos
com países alvos do terrorismo, e com aqueles que lutam contra o terrorismo,
por exemplo, os Estados Unidos da América (EUA).
Durante
o debate não-moderado, os delegados reafirmaram serem contra o Estado Islâmico
e a ditadura na Síria e demonstraram não concordar com as acusações feitas
contra os EUA sobre a potência cometer ações terroristas em territórios de
conflito. Não comentam muito sobre os ataques que o país sofreu.
A
Arábia Saudita é, no debate moderado, provocada pelo delegado Gabriel Serrano
do Israel por tê-los acusado de não propor soluções ao problema do terrorismo.
O país é, também, comentado no discurso da Rússia, por ter lhe acusado de crime
de guerra, sendo que a mesma apoia as ações americanas e declara não ser contra
a ditadura da Síria. Como resposta, os delegados da Arábia Saudita disseram, no
debate não moderado, que não haviam entendido a proposta de Israel e agradecia
o esclarecimento. Quanto a Rússia, não entenderam o propósito do discurso
deles.
Após
o debate não moderado, a Arábia Saudita formou uma aliança com os EUA, China, Rússia,
Israel e, surpreendentemente, Irã. O propósito da aliança é impedir a compra do
petróleo do Estado Islâmico, supostamente para cortar a linha de financiamento
dos ataques.
Após
a pausa para o lanche, espera-se que o assunto tome um rumo mais produtivo e
que a nação consiga definir seus pontos mais importantes, demonstrando aos
outros países sua oposição ao Estado Islâmico, mesmo dividindo a religião.
Fotos tiradas por Vinícius Reinert.
Escrito por Ana Carolina Yoshida.

