DADOS OFICIAIS DO YAHOO



Delegados do Reino Unido (da esquerda para a direita) Tiago Marciano, Lilian Chidiebere , Aline Carlucci e Karen Bonotto.
Foto tirada por Juliana Tamada.
       A Alemanha, ainda focando na questão dos refugiados, está tentando montar um acordo entre Turquia, França, Venezuela e China. O acordo visa um aumento no número de refugiados abrigados nesses países. A proposta também foi feita para Israel, que considerou essa proposta inválida devido ao tamanho do território, mas que estaria disposta a apoiar financeiramente.
      Outra delegação que recebeu esse convite da Alemanha foi o Reino Unido. Essa recusou alegando que a Alemanha os havia confrontado com o argumento de que ela fazia parte da União Europeia, da qual ela saiu ao final de junho. Ao mesmo tempo, eles reconhecem a necessidade de se tomarem medidas para que mais refugiados possam ser abrigados, mas que, se eles aceitassem tal acordo, isso traria somente mais problemas para eles.
      Quando questionados se a única razão de terem recebido refugiados em seu país no passado foi a presença na União Europeia, a delegada Karen Bonotto afirma “também, mas também tem o fato de a gente ter altas taxas de desemprego.”. Contudo, pesquisas atuais apontam que a taxa de desemprego no Reino Unido está em 5,4%, enquanto de outros países que participam do acordo, como Turquia e Venezuela, apresentam taxas maiores, sendo essas respectivamente 10,1% e 26%, deixando o argumento inválido.
      A mesma delegada, instantes depois, contradiz ela própria afirmando que, ao receber imigrantes, eles podem entrar em “problemas maiores, taxa de desemprego subir, entrar numa crise, então esses refugiados não terão uma melhora de vida.”
      Outra razão que eles utilizaram como argumento é que, se esses imigrantes fossem aceitos em seu território, muito provavelmente eles seriam sujeitos a más condições de vida. A questão é o que a delgada considera uma má condição de vida, já que uma pesquisa realizada pela AC-NUR aponta que nos campos de refugiados metade não tem aquecimento, 25% não tem eletricidade confiável e 20% não tem banheiro. Esses são só alguns pontos, se não considerarmos o constante terror de se encontrar frente a um exército que nega entrada no país.
      Um último argumento utilizado pelos delegados foi de que, em 2015, o Reino Unido recebeu 74 mil refugiados em seu território. No entanto, ano passado, o ex -primeiro-ministro David Cameron liberou um plano para que o Reino Unido recebesse 20 mil refugiados em um período de cinco anos. Sendo assim impossível a entrada de 74 mil refugiados só no ano passado.

 Escrito por Andressa Guimarães.