O
acordo foi aprovado com treze votos, por maioria simples, e propõe uma aliança
combativa entre os países. A Nigéria, que assume uma postura mais passiva,
inclinada ao controle e à prevenção, pretendia firmar uma parceria estratégica
com a Argélia e a China durante a Assembleia Geral. Como sabido, a nação
chinesa possui antigos laços econômicos com o país - principalmente em função do petróleo, abundante naquela
região da África -, e também fornece reforços militares e políticos.
Delegações da Nigéria, China e Argélia reunindo-se.
Foto tirada por Aline Hamada.
A
China assumiu um espaço de liderança enquanto potência entre as nações
participantes da ONU Vital, considerando o fato de que as alianças efetivadas
ainda demonstravam contradições e ideias prematuras em relação ao combate ao
terrorismo.
Os
debates não se resumiram apenas à consolidação de alianças "força-tarefa",
pelo contrário: a relação diplomática entre os Estados Unidos e a Nigéria ficou
visivelmente abalada. Constatou-se tal fato após o desinteresse do primeiro no
que concerne ao âmbito da intervenção direta nos domínios de grupos rebeldes na
parte da manhã desta quinta-feira.
Delegada da Nigéria discursando.
Foto tirada por Victor Roter.
Há a
possibilidade de criação de artifícios para colocar em prática a gestão de
operações, com o intuito de cercear e minar os grupos extremistas através do
isolamento. Entretanto, ainda não há posicionamentos claros quando ao
delineamento de políticas efetivas para conter, especificamente, o domínio do
Boko Haram no território. Posto tal fato, reconhece-se que é um dos paradigmas
centrais intrinsecamente ligados aos Direitos Humanos da nação - cujos
princípios encontram-se também ameaçados em virtude de outros fatores, como a
atividade predominante de milícias e a corrupção enraizada em seus governos.
O
Estado também avalia alianças com o Brasil, que se demonstrou aberto a
negociações e que também repudia o uso da "violência contra a
violência", como proferiu o representante do governo na ONU. Além disso,
relacionam-se com o Irã, Reino Unido e Arábia Saudita, que, como se sabe,
propuseram a utilização da inteligência dos países para o combate ao
extremismo, alegação que fora rejeitada anteriormente. Segundo os delegados, o
objetivo é "focar no fim do terrorismo e não em interesses individuais,
com a cessão das mortes em massa", já que o país "sofre muito com o
ataque dos terroristas". A consulta com os governos membros a respeito de
diversas iniciativas prossegue, a favor da resolução de problemas e conflitos
mundiais advindos do terrorismo.
Escrito
por Giovanna Tosetti.

