Em
um momento posterior, os representantes estadunidenses dizem acreditar que os
países não chegaram a um acordo realista. E, enquanto isso, a Rússia ainda se
preocupa com os crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos no passado;
enfim, os representantes israelenses disseram o que deveria ter ocorrido de
forma natural desde o início do debate: “os países devem parar de se provocar e
apresentar propostas sensatas”. Israel, por sua vez, embora tenha dito o óbvio
sobre as falas até então apresentadas, não apresentou o que é, em seu ponto de
vista, considerado válido.
A
China não deixou de participar da briga ideológica! Comentou-se sobre a
veracidade e comprometimento das falas dos representantes dos Estados Unidos –
“ Os Estados Unidos da América são uma nação ‘hipócrita’, que mostra interesse nas propostas e não consegue arcar
com suas responsabilidades”. A mesa censurou a fala dos representantes chineses
e, com isso, essa guerra ideológica arquiteta-se por um instante. Apareceram,
então, as propostas econômicas e políticas, onde os países devem todos
concordar com o que foi apresentado. Até o momento, essa reunião pode ser
confundida com países lutando por seus interesses próprios e não pelos problemas
causados pelo terrorismo.
Como
primeira intervenção na questão do terrorismo é apresentado algo de cunho
econômico: estagnar a atividade petrolífera realizada pelo Estado Islâmico.
Portanto, os países que necessitam de petróleo poderiam comprar de países como
a Venezuela, enfraquecendo assim, a quantidade monetária arrecadada pelo EI com
a venda do petróleo. Israel já se apresenta mais radical nesse ponto: propõe o
bombardeio das reservas de petróleo e das bases do EI e também, o
compartilhamento das forças de inteligência de diversos países. Também é
negociada a receptividade dos refugiados em seus territórios e países que não os
recebem (como a China, por conta da sua gigantesca densidade demográfica) e seu
financiamento, como forma de ajuda concreta, para a fuga dos mesmos.
Por
fim, os representantes russos comentam que não querem um combate ideológico:
pensam em fechar um acordo militar e econômico com outros países, visando ao
máximo, ajudar os refugiados. O irônico nessa situação é que a Rússia, como o
maior território do mundo, não recebe refugiados; não comentaram sequer um
momento em como sua economia e, principalmente, a sua extensão territorial poderia
ajudar os mesmos. Um dos representantes da França comentou com um da Rússia que
a ideia francesa era realocar refugiados e estabilizar economicamente os países
receptores. A Alemanha resolveu intervir nessa proposta, dizendo que os
refugiados devem ser enviados proporcionalmente para os países de acordo com o
PIB (produto interno bruto) dos mesmos.
Escrito por Luiza Helena.