Documento
apresentado pela Venezuela e pelo Irã.
Foto tirada por Vinicius Oliveira.
A
delegação da Venezuela tem mostrado um comportamento questionável ao longo do
debate diplomático da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde o início do
evento, apresentou um claro apoio à causa dos refugiados sírios e de outras
questões humanitárias. Essa linha de pensamento tem sido defendida com tanto
afinco, que, em alguns momentos, os representantes desse país apresentaram
argumentos e apoio a delegações de modo incoerente, visto que não batem com a
situação socioeconômica da Venezuela.
O
caso mais expressivo foi a crescente criação de acordos com o Irã. Esse
procurava ajuda de outras nações, a fim de encontrar um país que conseguisse
abrigar os refugiados. As delegadas da Venezuela apresentaram interesse em
fazê-lo, em troca de apoio financeiro. O país latino-americano não apresenta,
contudo, condições para receber essas pessoas, visto que passa por uma crise
econômica e conflitos civis. Vale ressaltar que a Guerra na Venezuela chegou a
um nível tão crítico que o país vê-se com a necessidade de enviar sua própria
população para a Colômbia, a fim de poupá-los de qualquer envolvimento com as
brigas armadas.
A
aprovação do documento feito entre Irã e Venezuela não só permite o
questionamento da competência dos mesmos, como também cria uma situação de
preocupação com os membros da nação venezuelana. Não é possível afirmar se as
delegadas foram movidas por um sentimento de desespero frente a crise
econômica, para conseguir recursos monetários, ou por uma falta de empatia com
sua pátria. Só consegue-se concluir a formação de um futuro incerto para o país
e para os refugiados do conflito oriental, visto que ambos não encontrarão boas
condições.
Escrito por Renata Simões.
