Muitos
países debatem sobre o que deve ser feito a respeito dos milhões de refugiados
da Síria, que precisam se realocar. Porém, apesar de vários países oferecerem
apoio econômico, poucos estão dispostos a aceitá-los em seu território. Os
poucos que permitem a passagem, como a Alemanha, insistem que os países com PIB
elevado aceitem refugiados, pois não conseguem mais deixá-los cruzar a
fronteira. A quantidade de refugiados entrando na Europa está causando uma superpopulação
nesses países.
A
Alemanha declarou, durante o debate não moderado, que não pode mais aceitar
refugiados pois teria que contratar por volta de vinte mil professores, apenas
para darem aula para as crianças refugiadas. Os delegados tentam convencer os
países capacitados a aceitarem mais refugiados, como a Grã-Bretanha e o Brasil.
Os
delegados da Inglaterra declararam que estavam dispostos a aceitar refugiados
com a condição de serem proporcionais a sua capacidade espacial e à quantidade
de empregos disponíveis. A razão para essa decisão é, segundo eles, para não
haver a exploração de nenhum desses refugiados.
O
Brasil pretende aceita-los ao máximo, porém diz não ter condições para acolher tantos,
no momento atual. No entanto, como apontado pelo chefe da mesa, Igor Piazenski,
não há sentido no debate tão profundo como o que será feito sobre os
refugiados, pois a única coisa que está sendo feita é a realocação deles, que
não impede o desenvolvimento do Estado Islâmico. Ao contrário, fornece mais
poder a eles sobre o território que esse toma, já que não há população contrária.
Muitos
países, como a Alemanha, estão dando um foco extremo ao problema dos
refugiados, sendo que essa é apenas uma parte da questão debatida. O foco
deveria estar direcionado ao término da guerra de terror, ocorrida no Estado
Islâmico. Porém, o debate está sendo utilizado para realizar a discussão de
conflitos históricos, como a discussão entre os Estados Unidos, a Rússia e
China, ou Irã e Israel, ou debate sobre os refugiados.
O
debate rapidamente se tornou uma guerrilha verbal entre Irã e Israel, sobre o
suposto apoio que esses países dão a grupos terroristas, e formou alianças
perigosas. Espera-se que o assunto volte para o foco de como acabar com a
guerra de terror de forma pacífica.
Escrito por Ana Carolina Yoshida.