Em
julho de 2015, o Irã, juntamente dos Estados Unidos, Rússia, China, Alemanha,
França e Inglaterra firmaram um acordo nuclear, conhecido como “Tratado dos 5+ 1”, que propunha uma
limitação no programa nuclear iraniano durante quinze anos, visando a
pacificidade entre estas nações. Em troca, os outros países deveriam retirar suas
sanções contra o Irã, além de ser concedida a livre atuação no comércio de
petróleo. Ocorreria também a liberação de US$ 50 bilhões, anteriormente
bloqueados.
Durante
os debates e discussões na Conferência da ONU Vital, tal tratado foi retomado
pela delegação do Irã, que imputou a delegação estadunidense por não cumprir com
os elementos estabelecidos. As acusações alegavam que os Estados Unidos
continuaram com a produção de equipamentos bélicos e armamentos nucleares,
considerando que é um dos países que mais exporta e importa armas no ambiente
global. Tais fatos contribuem para sua hegemonia militar e política no mundo e
para 4,4% de seu PIB ser aplicado em armamento nuclear que acaba sendo
destinado ao Estado Islâmico.
Entretanto,
a delegação dos EUA acusou o discurso do Irã como uma “falácia desinformada”,
já que o presidente do Irã, em tal contexto, havia sido acusado da posse de
armas atômicas, sendo contraditória a argumentação iraniana. Ressaltou que os
países da União Europeia também fazem parte desse acordo e possuem suspeitas em
relação ao não cumprimento do acordo.
A
Rússia mostrou-se adepta ao argumento da delegação do Irã, citando a cultura
norte-americana de não respeitar tratados, além de sua característica postura
hegemônica não proporcionar que outros países menores obtenham um crescimento
em relação às políticas armamentistas e bélicas.
A
Alemanha e a França posicionaram-se de forma neutra aos argumentos dos dois
países, concordando parcialmente com o erro dos Estados Unidos, porém mantendo
seus posicionamentos de apoio a tal delegação.
Considerando que a Agência Internacional de
Energia Atômica (AIEA) comprovou que o Irã cumpriu todos os compromissos
logrados, pode-se concluir que tais colocações podem contribuir para futuras alianças
e acordos com países que apoiam a delegação iraniana, além de atribuir certo
equívoco nas suspeitas defesas dos EUA.
Delegado dos Estados Unidos.
Escrito por Vitória Sanches.

